Resenha
Os Números do Jogo
Autor: Chris Anderson & David Sally
Editora: Paralela
Páginas: 360
Sinopse:
Lançamentos longos criam mais chances de gol que cruzamentos? Tentar o drible na própria metade do campo pode prejudicar sua equipe? O 4-4-2 é uma formação mais eficiente que o 4-3-3? Sob que condições e contra que rivais?
Sabemos que no futebol não existe fórmula para a vitória, mas a “dataficação” da vida está se infiltrando no esporte, mostrando a treinadores, jogadores, torcedores e comentaristas que o jeito como as coisas sempre foram feitas não é, necessariamente, a forma como elas devem ser feitas.
Cientistas e estatísticos criaram formas diferentes para compreender o papel da previsibilidade e da aleatoriedade no futebol, mas a questão essencial que muitos deles discutem atualmente é a mesma. Também é, por acaso, a mesma questão que Charles Reep, o inventor das estatísticas do futebol, tentou responder na década de 1950: partidas de futebol e campeonatos são decididos pelo talento ou pela sorte?
De forma surpreendente, o estatístico Chris Anderson e o especialista em estratégias David Sally mostram por que os números do jogo podem nos ajudar a compreender o futebol em sua essência. Ao ler este livro, você vai descobrir por que os escanteios devem ser cobrados curtinho, por que o futebol é um esporte do elo mais fraco e por que demitir o treinador não resolve absolutamente nada.

OPINIÃO DELE:
Sou daqueles que passa até mais que duas horas por dia vendo sites de notícias de futebol, programas de esporte na tv etc. Eu julgava que entendia de tudo relacionado ao esporte. Tirando questões de opinião, eu me sentia apto para discutir qualquer assunto com propriedade. Mas descobri que não. Não antes desse livro. Com muitas informações envolvendo diferentes nuances do futebol (mas também abordando assuntos de outras áreas), dados impressionantes, gráficos como esse abaixo e boas histórias, o livro nos mostra algumas relações que permeiam o mundo das quatro linhas. Algumas relações intuitivas, outras contra-intuitivas e também aquelas polêmicas em que uma parte das pessoas concorda enquanto outros discordam. Em certos casos, eles pegam o senso comum e o destróem com brutalidade. Como, por exemplo, a demissão de treinadores. É fato que a grande maioria dos torcedores apoia a manutenção do técnico no cargo, mas quando o time está numa má fase, os mesmos defensores da longevidade dos comandantes são favoráveis à troca para dar um up, uma injeção de ânimo no time. Mas eis que surge esse gráfico pra derrubar todos os queixos:










